Como viver só
           em bando

como viver só em bando foi um contexto de manutenção, criação e pesquisa artística desenvolvido pelo Grupo VÃO entre 2017 e 2018 que foi aprovado pela 21ª edição do Fomento à Dança para a Cidade de São Paulo. O projeto se debruçou sobre a prática de direção coletiva e autogestão do grupo, procurando olhar para o modo específico de existir em coletivo e a relação deste com a criação artística em dança.

 

Assuntos como contágio, comum e apropriação são interesses insistentes que a cada novo contexto se abrem e se atualizam de maneiras diferentes no trabalho do VÃO. Neste projeto a proposta foi dar continuidade a esse campo de pesquisa, passando a entender o coletivo para além da instauração de um plano homogêneo e consensual. O interesse foi olhar especificamente para a diferença e a singularidade, tendo como ponto de partida a relação entre estar junto e estar só simultaneamente e compreendendo essa contradição aparente como atenções co-existentes no corpo. Tendo como ponto de partida a palestra "como viver só" apresentada pelo filósofo Peter Pál Pelbart na 27a Bienal de Arte de São Paulo, o projeto parte das questões “como viver”, “como viver só” e “como viver só em bando” como uma auto-provocação para olhar como a solidão - e a relação ambivalente desta com a vida coletiva - se relaciona com temas como autogestão e co-criação, apostando na prática de imaginação coletiva como ferramenta para pensar sobre modos de vida na contemporaneidade.

 

O projeto se constituiu a partir de uma série de ações e práticas artísticas assim como diferentes modos e contextos de compartilhamento, dentre elas a criação e temporada da peça coreográfica FIM e a publicação do registro-ensaio retiro, cujos materiais estão disponíveis aqui nessa plataforma virtual, também desenvolvida sob o contexto desse projeto.